segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Chegar à Portela










Falávamos hoje ao almoço sobre as chegadas ao Aeroporto de Lisboa. Falávamos - claro e inevitavelmente - de Love Actually, em que o love actually is all around.

Na Portela, no frio de um domingo de outubro, cruzavam-se os braços numa expectativa impaciente. Esperar é difícil - é chato.
Consulta-se o relógio, cruzam-se os braços, até que os carrinhos dobram a esquina. Aquela esquina.
As palpitações cardíacas tornam-se audíveis, o entusiasmo infantil torna-se ensurdecedor.
Contidos, acanhados, os regressos assumem-se como sorrisos cúmplices, palmadinhas nas costas e um "Então...".
As crianças, saltam, pulam, beijam e abraçam. Na sua inocência, na pureza de quem não tem medo de dar uma chapada na cara da saudade à frente de tudo e de todos.

O amor estava lá. Podia não ter cartazes com nomes, música de fundo, hipérboles de comédias românticas. Mas está lá. E, no fim do dia, é sempre tão bom ter alguém à espera.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Diva

Quem espera sempre alcança?
Não. Quem chateia incessantemente as maquilhadoras da M.A.C. consegue deitar as mãos a este pedaço de paraíso que faz jus ao nome. Diva.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Estrela Polar


















Saudades do Norte que conheço tão mal, mas de que gosto tão bem.

[E à A., que sem intenção me fez ter uma vontade incontrolável de voltar aqui, um agradecimento do tamanho do mundo - para ti, que fazes do Globo o teu quintal, não poderia ser o "obrigada" mais pequeno]

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Até para a semana, Porto











 












Casava-me com Lisboa, mas fazia do Porto o meu amante.
A passagem breve, quase indelével, foi o amor consumado à primeira vista.
Não, nunca tinha lá estado, mas agora só penso em voltar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fogo e um copo de vinho


Um copo de vinho e o Chiado.
O imprevisível Chiado. Os pedintes, os pedantes, os artistas.

Os malabaristas. Os voyeurs, de copo de vinho na mesa e olhar curiosamente alheio. O fogo do Chiado. Literal, ou não.