Falávamos hoje ao almoço sobre as chegadas ao Aeroporto de Lisboa. Falávamos - claro e inevitavelmente - de Love Actually, em que o love actually is all around.
Na Portela, no frio de um domingo de outubro, cruzavam-se os braços numa expectativa impaciente. Esperar é difícil - é chato.
Consulta-se o relógio, cruzam-se os braços, até que os carrinhos dobram a esquina. Aquela esquina.
As palpitações cardíacas tornam-se audíveis, o entusiasmo infantil torna-se ensurdecedor.
Contidos, acanhados, os regressos assumem-se como sorrisos cúmplices, palmadinhas nas costas e um "Então...".
As crianças, saltam, pulam, beijam e abraçam. Na sua inocência, na pureza de quem não tem medo de dar uma chapada na cara da saudade à frente de tudo e de todos.
O amor estava lá. Podia não ter cartazes com nomes, música de fundo, hipérboles de comédias românticas. Mas está lá. E, no fim do dia, é sempre tão bom ter alguém à espera.