Nem comi gelados. Nem sequer comi (muita) pasta.
Mas adiante.
Não é Capri, Portofno, Cannes ou Saint Tropez. Mas Rimini, a Riviera Italiana - aquela a que chamam a democratização das férias - tem um encanto honesto que faz dela a irmã bastarda das estâncias bal.
Despretensiosa, humilde, virada para si mesmo e esquecida dos turistas que vagueiam de câmara em riste, é bem capaz de ser o lugar onde eu passaria a minha reforma.
Talvez por Rimin aprendesse a andar de bicicleta.
Cheira a flores, soa a pássaros, sabe a mar. É a casa da primavera, do verão, das frutas da Marlene e das aranhas verdes. Dos taroccos, da versão pedófila da carrinha Family Frost e de um pedacinho do meu coração que ficou naquelas gaivotas, naquela praia, naquele mar.




