Já vem fora de horas, diriam uns.
Já não valia a pena, diriam outros.
Pois eu digo que vem mesmo a tempo.
Foi há quase um mês, e as imagens ainda parecem pequenas demais (muito pela falta de tempo e paciência que houve para andar de câmara em riste) para a grandiosidade de um dia que grita por repetições.
É claro que correu mal. A correr bem, as fotografias seriam às milhares; erguer-se-iam monumentos em honra do planeamento antecipado e seria decretado um feriado nacional em honra de um evento que, desafiando todas as probabilidades, correu segundo a check list de uma trabalhadora independente com rendimento reduzido que sonha mais alto que a carteira.
Mas por correr mal - ou diferente do que era suposto - é que valeu a pena. Vale sempre a pena.
