sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fui a Itália e não comi pizza


Nem comi gelados. Nem sequer comi (muita) pasta.
Mas adiante.
Não é Capri, Portofno, Cannes ou Saint Tropez. Mas Rimini, a Riviera Italiana - aquela a que chamam a democratização das férias - tem um encanto honesto que faz dela a irmã bastarda das estâncias bal.
Despretensiosa, humilde, virada para si mesmo e esquecida dos turistas que vagueiam de câmara em riste, é bem capaz de ser o lugar onde eu passaria a minha reforma.
Talvez por Rimin aprendesse a andar de bicicleta.
Cheira a flores, soa a pássaros, sabe a mar. É a casa da primavera, do verão, das frutas da Marlene e das aranhas verdes. Dos taroccos, da versão pedófila da carrinha Family Frost e de um pedacinho do meu coração que ficou naquelas gaivotas, naquela praia, naquele mar.


















  


















domingo, 7 de abril de 2013

Comida para a alma



Se não fosse a companhia, a Padaria Portuguesa, o The Decadente ou mesmo as experiências em casa(com direito a risotto tinto) eram só comida para as ancas.
Mas com amigos - dos bons -, a conversa muda de figura.


















Primavera

Aqui, a primavera sabe a maçã.
Cortada fininha, enfiada no forno morno, cozinhada devagarinho. Empestada com canela até ficar castanha, comida como se fossem batatas fritas.

Com chá de hortelã.









segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vamos ao circo

Às vezes, é tão simples quanto isto.



Outras vezes, é tão complicado quanto isto.


As metamorfoses do estilo são tantas quanto quem se veste. E pode ser uma parisiense, embrulhada nas asas de corvo; ou uma nova-iorquina, que exibe a cauda de pavão.
Pode ser isso tudo, e ainda existir Moda, ainda existirem desfiles, ainda existirem coleções.
Porque as roupas são feitas para ser vestidas, compradas, usadas, deitadas fora. São feitas para ser exibidas, misturadas, mostradas e, quiçá, fotografadas.

Mas a arte de vestir bem, aquela que se perde cada vez mais no tal circo mediático de que se fala aqui, perde-se no ruído visual, de tantos wannabe's que se atropelam nas escadarias do Lincoln Center - ou do Terreiro do Paço. Mas, mesmo assim, acredito piamente que ainda há quem se vista para se ver, e não para ser visto. Quem brinque com os padrões porque acordou bem disposto ou quem recorra ao negro porque é a sua zona de conforto. Acredito que nem todos se vestem para os flashes, que nem todos optam pela réplica fácil da passerelle, que nem todos são produtos sem expressão de uma sociedade oca que sonha com a fama e almoços grátis.

E enquanto eu acreditar nisso, que venha o circo. Eu continuo a aplaudir os palhaços.