Podia escrever isso tudo.
Mas hoje escrevo sobre simetrias. Equilibradas pelo horizonte linear que parece conhecer o segredo do equilíbrio sem o querer partilhar. Divididas no balanço do barco que em vez de se chamar Mourão poderia ser o Pêndulo. Espelhadas em olhos iguais e gritos idênticos, reações semelhantes e gargalhadas partilhadas.
Simetrias entre a paz e o sossego, o descanso e a inércia, o verão e o Alentejo.
Simetrias sobre as margens do Alqueva que foram as quatro paredes em três dias de bocejos, simetrias da água sem vento que se mexia como um lençol de seda, simetrias entre o prazer de estar e a vontade de voltar.