Stories We Tell (2012)
Não costumo falar de cinema - ela fá-lo tão melhor que eu - mas isto não é (só) cinema.
Isto é uma história, com capítulos incongruentes feitos de verdades que se achavam universais, mas que depressa se despem do preto e branco para assumir a farda cinzenta da ambiguidade.
Isto é uma história mundana, opressiva e esmagadora. E esta história é tão grande quanto a do Império Romano, tão importante quanto a Revolução dos Cravos, tão marcante quanto o 11 de setembro. Porque esta história é real. Foi contada, foi chorada, foi amada e foi vivida.
Esta é uma história de amor que respirou para nos fazer acreditar na beleza do ser humano, na sensibilidade da incorreção, na alegria do desejo. Esta é uma história que nasceu para ser contada.
E a verdade é que só somos imortais nas histórias que deixamos para contar.

